Confissões de uma aprendiz de tricoteira

Posted by .:Tricoteiras:. Posted on jul - 20 - 2010

A estilista da Aslan Trends Marina Pontieri esteve presente no 3º Encontro Nacional que aconteceu em Curitiba, em junho deste ano. Ficou tão empolgada com o que viu que decidiu aprender a tricotar ali mesmo e escreveu o relato da saga (ops, da receita da gola que ela está usando na foto).

Gola Orgânica:
1 – Pedir pra Sanjay ensinar como colocar os 30 pontos na agulha.  Tentar colocar segundo o método Sanjay de “apontar e girar”. Não conseguir, apesar de desconfiar que o método de ensino seria o mesmo para uma criança de 5 anos. Tentar de novo. Ok, rolou, mais ou menos. De primeira, tá bom, então vamos lá.

2 – Sanjay ensina pacientemente como fazer o ponto meia – numa explicação de como e porque cada coisa é de tal jeito, incrível, que faz qualquer um entender.

3 – Entender, vejam bem, não é executar. Assim o próximo passo é pedir socorro para qualquer boa alma que esteja ao lado a cada erro crasso que ocorre mais ou menos a cada dez pontos. Né, Zaira? Né, Pati? Né, Márcia? Obrigada pela paciência!

4 – Começar a pegar a mecânica da coisa, apesar da Valesca reclamando que esse jeito de tricotar não é bom e você deveria ter aprendido outro. Continuar firme e forte na sua maneira aprendida, até porque a Sanjay disse que se não terminar até domingo, não vai ter almoço.

5 – Assim que você achou que estava indo mais ou menos bem, sentar ao lado de Rúbia, que imediatamente ensina outra técnica (passar o fio pelo pescoço), muito mais rápida.

6 – Não entender direito a nova técnica, que deveria ser mais rápida mas que na verdade você começa a achar que pode ser o primeiro caso enforcamento por tricô que se tem registro.

7 – Descobrir, umas três horas mais tarde que a técnica realmente é mais rápida, que a Rúbia é o máximo e que quem sabe um dia você consiga realmente entender do que é que a Bia está falando mesmo.

8 – Descobrir, quase que no mesmo momento, que o seu tricô aumentou exponencialmente, como mágica. Gente, como assim? Milagre da multiplicação dos pontos? Passar uns trinta segundos olhando o tricô com cara de ponto de interrogação até várias pessoas explicarem que não, você não é milagreira, nem vai pra Hogwarts  – que não é pra fazer a argolinha do fim, não é um ponto, depois some, para com isso, sossega menina.

9 – Terminar o novelo em casa NO DOMINGO pra poder almoçar e ficar frustradíssima porque não sabe tirar da agulha.

10- Seguir os conselhos da Clara, ir no Tricoteiras, tirar da agulha, inventar um salamaleque de modo ao seu trapinho de tricô ficar usável, fotografar, tomando cuidado pra não aparecer nenhum buraco e ir se exibir no grupo com seu primeiro tricô.

*** Marina Pontieri é estilista e desenvolvedora de produtos da Aslan Trends. Apesar do relato, a gente atesta: essa menina vai longe :)

Categories: Notícias

3 Comentários nesta postagem.

  1. Leticia disse:

    Hahaha! Muito legal o relato da saga! E a golinha tb ficou show!

  2. M Izabel disse:

    Gostei do relato da saga, revi seu rostinho concentrado no trabalho.
    Você vai longe, pode crer!!Bjos.

  3. marcia souza disse:

    OI!

    POR FAVOR , PODE ME MANDAR A RECEITA DA SUA GOLA?
    FICOU LINFA
    BEIJINHOS E OBRIGADA.